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sexta-feira, 29 de julho de 2011

História 25: A Profecia

A profecia
Depois de uma batalha espiritual entre anjos e demônios, uma profecia do fim dos tempos é revelada ao profeta Daniel.
Daniel 10:1-16;Daniel 12:1-13



No terceiro ano de Ciro, rei da Pérsia, foi revelada a Daniel uma profecia que envolveu um grande conflito espiritual. A profecia era difícil, mas um anjo a explicou a Daniel através de uma visão fantástica.

Antes de receber a profecia, Daniel ficou muito triste por três semanas e em constante oração. Possivelmente com a sensação de não estar sendo ouvido por Deus, Daniel sofreu grande angústia. Nesse tempo, ele não comeu alimento desejável, não bebeu vinho e não se ungiu com ungüento, o que representava cuidado com o corpo e estado de alegria.

Passadas as três semanas e, estando Daniel à beira do rio Tigre, de repente ele viu um ser fantástico que resplandecia como a pedra preciosa de berilo. O rosto do ser relampejava, os seus olhos eram como tochas de fogo, seus braços e pés brilhavam como bronze polido, suas vestes eram de linho e de ouro puro, e a sua voz era um estrondo, como se uma multidão estivesse falando ao mesmo tempo.

As pessoas que estavam com Daniel não viram a visão, mas ficaram tão apavoradas que fugiram e se esconderam. Já Daniel, ali sozinho, ficou pálido e enfraquecido diante da impressionante visão. Quando o ser fantástico, que era um anjo, começou a falar, Daniel desmaiou e ficou caído no chão.

O anjo tocou em Daniel e eis que ele tremia da cabeça aos pés. O anjo disse-lhe então que Deus ouviu a oração dele desde o primeiro dia em que se humilhou diante do Senhor buscando sabedoria. O anjo também disse a Daniel que veio em resposta às orações dele para trazer-lhe a profecia de um futuro distante. Mas o Príncipe da Pérsia, que era o anjo das forças do mal que estava por trás do comando da Pérsia, tentava impedir a entrega da profecia com dura resistência.

O Príncipe da Pérsia, junto com seus anjos aliados, isto é, os demônios, travaram uma grande batalha contra o anjo mensageiro de Deus. Miguel, o anjo guerreiro do céu, vendo o anjo mensageiro sozinho na luta, saiu em sua defesa. Depois de vinte e um dias, o anjo mensageiro, com a ajuda da força guerreira de Miguel, venceu a tenebrosa batalha contra os anjos do mal.

Vencida a primeira batalha contra o príncipe da Pérsia, o anjo mensageiro tocou em Daniel e o fortaleceu dizendo: Não temas, homem muito amado! Paz seja contigo! Sê forte, sê forte.

O anjo mensageiro disse a Daniel que voltaria a lutar contra o Príncipe da Pérsia e que depois viria o Príncipe da Grécia, que é o mesmo anjo representante das forças do mal, mas agora sob o comando da Grécia. O anjo mensageiro garantiu, no entanto, que enfrentaria as batalhas de ordem espiritual ao lado de Miguel e que a profecia de verdade seria revelada a Daniel.

A profecia revelada pelo anjo foi selada nos capítulos 10 a 12 do livro de Daniel. As palavras finais dessa profecia anunciaram que, nos tempos do fim, Miguel se levantaria pelo povo de Deus e que seria esse um tempo de grande angústia. Muitos correriam de uma parte para a outra e a ciência cresceria muito. Mas todo aquele que fosse achado escrito no livro de Deus seria salvo. Assim, aqueles que estavam mortos ressuscitariam uns para a vida eterna e outros para o castigo eterno.

E foram estas as últimas palavras do anjo mensageiro a Daniel: “vai até ao fim; porque repousarás e estarás na tua sorte, no fim dos dias”. Quem entender, entenda o que diz a sagrada profecia até hoje.

Leituras sugeridas

Dn 10:1-16 - A batalha espiritual antes da revelação da profecia
Dn 12:1-13 - A profecia do fim dos tempos
Ap 12:7-12 - Batalha entre o anjo Miguel e Satanás
Mt 24:4-14 - Jesus anuncia como será o fim dos tempos
Ef 6:11-18 - Armadura de Deus para a batalha espiritual

Reflexão
O cristão e a batalha espiritual



A batalha espiritual refere-se ao conflito entre Satanás, que é aquele que se opõe a Deus, e os filhos de Deus, que são os anjos e os homens.

Infelizmente, sobre o tema batalha espiritual, os cristãos, em geral, posicionam-se em dois extremos opostos: ou dão pouca importância ou dão importância excessiva. No primeiro extremo, alguns chegam a negar a ação de demônios no plano terreno. Já, no segundo extremo, há uma supervalorização dos ataques demoníacos e das ações de defesa contra esses ataques.

Nesse último caso, os cristãos preocupam-se mais em se proteger contra Satanás do que se orientar por Jesus guardando e vivendo os seus mandamentos.

O cristão deve sempre dar importância maior a Jesus em tudo. Mas também deve estar atento aos ataques de Satanás para fazê-lo cair e até mesmo para destruí-lo. A Bíblia, dessa forma, orienta-nos a vigiar porque o diabo, nosso adversário, anda em nosso derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar (I Pe.5:8).

Para vencer Satanás, o primeiro passo é não dar lugar a ele (Ef 4:27). Para isso, é necessário fechar as portas pelas quais ele entra. Essas portas são os pecados e, principalmente, os da idolatria, de envolvimento com práticas ocultistas, da falta de perdão, do ódio e de uniões sexuais ilícitas. Não há comunhão entre luz e trevas(II Cor 6:14 ), por isso o cristão tem que lutar contra o pecado (Rm 6), renúnciá-lo e arrepender-se, para que Satanás perca espaço e Deus não se ausente da vida de uma pessoa.

Para combater os príncipes das trevas, é preciso estar revestido da armadura de Deus composta pelo capacete da salvação, pela couraça da justiça, pelas vestes da verdade, pela espada da palavra de Deus, pelo escudo da fé e pelos calçados da preparação no evangelho (Ef 6:10-20). Vestir essa armadura e estar sempre em alerta, isto é, em oração, é estar em Cristo e, estando em Cristo, nenhuma condenação há. Assim, por Cristo, é-nos dada a vitória na batalha espiritual contra Satanás.

sábado, 23 de julho de 2011

História 24: A sentença da mão misteriosa

A sentença da mão misteriosa
No meio do grande carnaval do rei Belsazar, uma mão misteriosa escreve na parede a seguinte sentença: “MENE, MENE, TEQUEL e UFARSIM”.
Daniel 5:1-30


No tempo em que os judeus viviam sob o cativeiro da Babilônia, o rei em exercício da Babilônia, Belsazar, para ficar bem entre as pessoas mais importantes da corte real, promoveu uma grande festa que reuniu mil autoridades da Babilônia.

A festa do rei Belsazar foi um verdadeiro carnaval regado a muito vinho e celebrado com prazeres e idolatria. O rei, já eufórico pelo efeito da grande quantidade de vinho que bebeu, teve a ideia de servir vinho aos seus convidados com os copos de ouro e de prata que Nabucodonosor saqueou do templo do Senhor quando levou os judeus em cativeiro.

O rei Belsazar, as suas mulheres e amantes, assim como todos os convidados, beberam vinho em abundância nos utensílios do tesouro da casa do Senhor. Além disso, com as coisas santas da casa de Deus, os foliões da festa do rei Belsazar começaram a render louvores aos deuses de ouro, prata, ferro e até de pedra que eram adorados na Babilônia.

E eis que sendo já alta noite na festa profana do rei Belsazar e estando os foliões embriagados pelo vinho, apareceram os dedos de uma mão humana sem braço escrevendo na parede do palácio real.

A mão firmemente escreveu uma sinistra mensagem que silenciou a folia daquela festa de carnaval. O rei Belsazar, vendo a mão escrevendo na parede, ficou transtornado de tal forma que os seus joelhos bateram um no outro de tanto pavor.

Fora de si, sem entender aquela mensagem, o rei ordenou, aos gritos, que chamassem os astrólogos, os adivinhadores e os sábios da Babilônia para decifrarem aquela mensagem.

Quando os astrólogos, os adivinhadores e os sábios chegaram diante do rei, eles não foram capazes de ler as palavras escritas pela mão misteriosa e muito menos de interpretá-las.

A rainha, vendo a preocupação do rei, disse a ele que existia no reino da Babilônia um judeu chamado Daniel, a quem o rei Nabucodonosor constituiu chefe de todos os sábios da Babilônia.

Quando Daniel chegou ao palácio, o rei Belsazar disse a ele que tinha ouvido falar da sua sabedoria excelente e do seu dom divino de interpretar sonhos e enigmas. O rei então prometeu a Daniel presentes, honras e a terceira posição no reino da Babilônia. Daniel, porém, consciente de que um dom é para glorificar a Deus, disse ao rei que ele ficasse com os presentes ou que os desse para outra pessoa.

Daniel começou a interpretação da mensagem dizendo ao rei que Deus lançou-lhe uma sentença por causa da sua afronta em usar os utensílios da casa de Deus em uma festa carnal e idólatra e por não ter glorificado o Senhor no seu reino. Daniel prosseguiu dizendo ao rei que as palavras escritas pela mão na parede do palácio eram “MENE, MENE, TEQUEL e UFARSIM“ e que esta era a interpretação da mensagem: MENE quer dizer “O teu reino acabou”; TEQUEL significa “Pesado foste na balança e foste achado em falta”; PERES (que é o plural de UFARSIM) significa “Dividido foi o teu reino entre os povos medos e persas”.

Ao ouvir a sua sentença, o rei Belsazar só teve tempo de dar presentes e honras a Daniel e constitui-lo o terceiro maior na Babilônia. Naquela mesma noite, o rei Belsazar caiu morto e o império da Babilônia foi tomado por Dario, o medo, conforme as palavras de Daniel.

Leituras sugeridas

Dn 5:1-31 - A história da mão misteriosa
Gl 6:7 - Deus não se deixa escarnecer


Reflexão

O que os astros não dizem


Desde a antiguidade, a astrologia exerce forte influência na vida das pessoas por oferecer previsões para o futuro com base nos astros do céu. Essa influência é tão forte que praticamente qualquer pessoa sabe dizer o seu signo e a grande maioria dos jornais trazem horóscopos que são lidos fielmente todos os dias. Muitas pessoas, inclusive, tomam decisões por horóscopos e se orientam por conselhos de astrólogos.

Embora se afirme que a astrologia é ciência, isso não é verdade, pois o seu conhecimento é fundamentado em observações, adivinhações e crenças, mas não em evidências experimentais.

A verdadeira ciência trata a astrologia como uma superstição e a desautoriza. Os próprios astrólogos não têm um consenso entre si sobre as previsões que fazem, pois, em vez de convergirem para uma verdade comum, divergem em suas opiniões. Dessa forma, se a astrologia fosse de fato ciência, as previsões sobre o futuro sobre uma mesma coisa deveriam ser coincidentes ou pelo menos próximas, mas nunca divergentes.

A Bíblia também reprova a astrologia e qualquer prática de adivinhação do futuro (Dt.18:9-11). Dessa forma, quem faz previsões pelos astros e quem nelas põe a sua fé desperta a ira de Deus. Além disso, dar crédito ao que os astros dizem é idolatria, porque se uma pessoa vê o seu futuro pela ótica da astrologia e por ela se orienta, ela dá o controle de suas decisões e da sua vida aos astros e não a Deus. Assim, ela honra mais a criatura do que ao seu criador e comete idolatria.

O que os astros não dizem é que eles estão sobre o controle de Deus. E se os astros não têm controle sobre si mesmos, como podem ditar o que será da humanidade? Dessa forma, a astrologia é inútil porque não pode impedir o que Deus determina (Is 47:13-14). Deus está sempre no controle porque dele e por ele são todas as coisas (Rm 11:36).